No domingo, o atleta Feyisa Lilesa ganhou a medalha de prata para um país, a Etiópia, ao qual agora se recusa a voltar.
“Talvez eu fique aqui”, afirmou depois da vitória, referindo-se ao Brasil, o único país para o qual tem um visto válido no momento.
Consultado pelo EL PAÍS, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro informou que o atleta não pediu asilo político.
Um crowdfunding coletou mais de 35.000 euros (cerca de 127.000 reais) para ajudá-lo a encontrar um novo lar.
No fim da maratona, o medalhista fez um gesto — os braços cruzados acima da cabeça —, um claro protesto contra o Governo etíope: o gesto está associado com os oromo, grupo étnico a que pertence, que sofre o acosso das autoridades policiais.
Fuente: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/08/22/internacional/1471894933_143721.html
