Assim, devia ser mais fácil para os verdugos os tratarem pior que os animais, aos quais costumam chamar pelo nome.
Lembrei-me de Pietro, o menino abandonado que queria ser castigado para poder escutar seu nome.
Meu primeiro trabalho como psicólogo, em meus anos de juventude, foi em Roma, em um colégio com cem crianças abandonadas.
Ao ouvir seu nome pelo alto-falante foi correndo até o telefone, disseram-me.
Pelo que parece, não só os empregados, mas também os clientes, sentem a necessidade de ser alguém em vez de um consumidor sem nome.
Fuente: http://brasil.elpais.com/brasil/2015/10/12/opinion/1444674108_594542.html
