Um dia, há muitos anos, a casa foi tomada pelos traficantes por estar em um ponto com uma boa visão.
Estas poucas palavras, que saíram da boca de um traficante da favela de Acari, na zona norte do Rio de Janeiro, fizeram Pedro* largar tudo o que tinha do dia para a noite.
Nesses casos, ela pode se tornar parte do harém do traficante e até mesmo sua primeira-dama, segundo explica.
Segundo especialistas, ilustra uma realidade bastante comum — e invisível — nas favelas e bairros periféricos do Rio de Janeiro: o poder que o narcotráfico exerce na vida de várias meninas das comunidades e de suas respectivas famílias.
“Existe um contingente de refugiados no Rio de Janeiro, um trânsito invisível de pessoas, porque o tráfico não somente ocupa os morros e as casas das pessoas, mas também o corpo das meninas.
Fuente: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/06/18/politica/1466201936_089567.html
