Algumas resenhas enfatizam que esse livro sobre as mães arrependidas, Regretting Motherhood, rompe “o último tabu”.
Tenho a sensação de que, na Espanha, um país que tende à tragicomédia, as mães tiveram a possibilidade de expressar uma ambivalência emocional: eu amo você mais do ninguém nesse mundo, mas, às vezes, seria tão feliz sem você.
Pobres daquelas que se veem presas a esse fanatismo; acredito que os filhos se sentiriam mais livres crescendo com uma mãe um pouco negligente do que com uma asfixiante.
Vivemos em uma época em que surgiu um talibanismo maternal que tende a qualificar como ruins as mães que não desejam assumir a maternidade como uma religião.
Ter filhos porque essa era sua funçãoO estudo de Orna Donath é mais profundo do que eu imaginava, embora pudesse ter 50 páginas a menos.
Fuente: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/09/30/cultura/1475248874_564362.html
