Vale a pena repetir a pergunta perturbadora do menino do início: “Mãe, onde dormem as pessoas marrons?”.
E, logo em seguida: “Onde dormem as pessoas marrons?”, já que as “pessoas marrons” deixavam os muros ao final do dia, tanto na casa dela quanto na casa dos amiguinhos, mas ele não sabia para onde iam.
Às vezes a vida pede a delicadeza de descobrir a rebelião também nos passos vacilantes, mas muito entusiasmados, de um guri com um redemoinho na cabeça.
É possível arrancar a erva daninha que avança sobre a grama, anunciando que essa é uma guerra perdida.
A cidade é uma paisagem do outro lado do vidro, uma paisagem que ela espia mas não toca.
Fuente: http://brasil.elpais.com/brasil/2015/06/22/opinion/1434983312_399365.html
