“Existe a questão de gênero para todas, mas na favela ela se mistura com a questão de classe e de etnia.
Sua renda é um salário mínimo que recebe do Estado para cuidar do menino e a pouca pensão que o ex-marido violador é obrigado a enviar.
Disseram: ‘Era para você ter falado, você sabe que essas coisas não é para esconder!’.
Em suma, essas mulheres têm de percorrer um cruel labirinto em que, a cada saída, se deparam com perigosas armadilhas.
Acontece no ambiente familiar, mas também é cometida pelo próprio tráfico ou milícia, ou por pessoas autorizadas por eles.
Fuente: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/06/18/politica/1466201238_742370.html
