R. Cunha se elegeu presidente da Câmara na esteira da crise do sistema partidário em geral e da coalizão governista em particular.
Por isso, acredito que ela gostaria de concentrar seus esforços mais no plano interno que externo, especialmente à frente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mais do que do próprio STF.
Pode ser exagero dizer que vivemos sob o governo dos juízes, mas que seu protagonismo deslocou o centro gravitacional da democracia brasileira é algo que me parece bastante claro.
Se concluir que a melhor alternativa é elevar mais uma vez a aposta, pode negociar uma das delações mais estridentes da Lava Jato até aqui.
Desconfiava destes e assumia uma posição mais «garantista», beneficiando mais do que prejudicando o réu.
Fuente: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/09/16/politica/1474061979_483659.html
