R. O meu receio é que as pessoas passem a enxergar, a partir dessa decisão, que a interferência do Judiciário é um remédio, quando, na verdade, mais parece um sintoma da doença.
O ponto, para mim, em relação ao Judiciário é, repito, não cometer o grave erro de enxergar como remédio o que, na verdade, é parte da doença.
Afastar o chefe do poder mais democrático do Brasil – pelo menos sob o ponto de vista da certificação do voto – não é uma decisão simples e nem comum em qualquer democracia do mundo.
Em uma democracia, se dois não querem, um não Governa.
P. A interferência do Judiciário é um reflexo dessa caça à política?
Fuente: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/05/06/politica/1462570842_615018.html
