Mas o que, de qualquer modo, fica claro é que a potência emergente brasileira padece de um profundo mergulho no fracasso.
Em 2010 o então presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva deixava o poder com 87% de aprovação popular; colocava uma caretaker, Dilma Rousseff, para o caso de lhe apetecer ser de novo o candidato.
O país, que parecia convencido de ter chegado lá, organizava a Copa do Mundo de futebol e se preparava para outro tanto este ano com os Jogos Olímpicos.
Sobre o primeiro será preciso ponderar que a conspiração seria só local porque o capitalismo reinante não chegou a criticar o líder petista por mais do que um tíbio afeto pelo chavismo, e sua sucessora, melhor ainda, tenta fazer um ajuste do que há de mais neoliberal para a economia brasileira.
Hoje, em contrapartida, promotores públicos pedem a prisão preventiva do grande líder por ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro, e ele é submetido a uma breve e humilhante detenção para interrogatório.
Fuente: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/03/15/internacional/1458066508_913140.html
