Vale ressaltar que Paulina é também uma história sobre a chegada de um estrangeiro, de um estranho – aqui, uma estranha – a um mundo fechado, marginalizado.
Há algo de especialmente perturbador em um crime hediondo como o estupro.
O roteiro, garante o diretor, é uma versão bastante reescrita.
Qualquer semelhança nessas infelicidades não é mera coincidência.
Ele move não só camadas externas da sociedade, mas também as mais ocultas, revelando uma engrenagem alimentada de machismo e violência – e não deixa ninguém indiferente.
Fuente: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/06/17/cultura/1466120780_055762.html
