Não só para sair, mas também para pensar em sair, falar sobre sair, recuperar-me depois de sair, como um engenheiro do lazer noturno.
Já saí por aí com a selvagem brutalidade dos piratas, com a minúcia dos relojoeiros, com a tenacidade das travestis.
Mas isso tudo tanto faz: sair é para gente de coragem.
A vida é outra coisa, e agora que acabo de passar dos 35 já não saio tanto nem, sobretudo, da mesma maneira.
Eu lhes digo: não, eu sou apenas um nostálgico, uma amante da joie de vivre, um baladeiro crepuscular.
Fuente original: Por que largamos as baladas depois dos 30? | Estilo | EL PAÍS Brasil
